por Pedro Luis Bernado
A maioria das pessoas sempre reclama que
gasta muito mais do que ganha, que sua conta bancária está sempre negativa e
que dias depois de receber o salário não tem dinheiro para mais nada, além de
não saber quando reunirá condições para solucionar essa questão.
Geralmente, pessoas que apresentam este
quadro dificilmente conseguem atingir seus objetivos, como o de fazer uma boa
economia para comprar um imóvel, um automóvel, ou para fazer uma simples
viagem, ou até mesmo arcar com alguns compromissos tidos como despesas básicas
(aluguel, luz, água, telefone etc.). Tudo causado pela dificuldade de
administrar o dinheiro que recebe. Então, o que fazer? É o que todo mundo que
fica no “vermelho” quer saber.
Para Elaine Toledo, consultora financeira
pessoal e empresarial, é preciso fazer um planejamento, levantar as prioridades
e assim cortar gastos supérfluos além de diminuir aqueles considerados
rotineiros. “Feito isso, o resultado é uma sensível economia, algo que dá a
impressão de que o dinheiro se multiplicou”, diz ela.
A especialista em finanças afirma que não
aprendemos a lidar com dinheiro nem em casa, nem na escola. Para ela, lidamos
com dinheiro intuitivamente e emocionalmente, fazemos contas mentais na maioria
das vezes totalmente sem noção do efeito que pode ser gerado, tudo levado pela
emoção e pelo desejo de obter prazer em curto prazo.
O principal fator que leva muita gente ao
endividamento é a falta de educação financeira, algo que requer dedicação,
paciência e, principalmente, organização. É fundamental que o ser humano saiba
da importância e tenha capacidade de diminuir gastos. O processo de educação
financeira, como todo processo educativo, tem bons resultados a partir de
mudanças na forma de pensar e, consequentemente, na maneira de agir e fazer escolhas.
Uma vez adquirido tal conhecimento, Elaine
Toledo aponta como próximo passo conquistar a inteligência financeira, ou seja,
ter habilidade para agir evitando desperdícios e gastos desnecessários. “Agir
com inteligência financeira é saber valorizar os recursos financeiros que
temos, perguntando antes de qualquer gasto: realmente preciso disso?”, explica
a consultora.
Então podemos entender a questão
financeira como um processo que num primeiro estágio revela a importância de se
educar, depois já em um nível mais avançado, é hora de aprimorar, ou seja, agir
com inteligência para obtenção de êxito nas finanças. É fundamentado nisso que
a especialista diz ser simples o processo de controle sobre as finanças,
usando-as sempre a nosso favor. “O que quero dizer é que nenhum problema
financeiro será resolvido definitivamente se não buscarmos a causa, é preciso
perceber que problema financeiro é efeito e não causa. E para saber a causa é
necessário perguntar: como cheguei a esse resultado?”, argumenta a consultora.
O indivíduo endividado necessariamente tem
de buscar a inteligência financeira tão recomendada pela especialista em
finanças. Segundo ela, a pessoa que se encontra em dificuldade financeira tem
de descobrir quais atitudes e escolhas foram feitas para se chegar a esta
situação. “Hábitos de consumo e gestão dos recursos adquiridos. São esses
pontos que necessitam de radical mudança, pois quando o foco é apenas correr
atrás do dinheiro para pagar as dívidas, a tendência é uma reincidência no endividamento”,
acrescenta.
Quando o assunto é endividamento, Elaine
Toledo evidencia uma palavra: desorganização. Para ela as dívidas geram uma
desorganização financeira que nada mais é do que um reflexo de uma
desorganização da vida como um todo.
Por tudo isso o planejamento figura-se
como base para uma boa educação e sucesso na vida financeira, pois o
endividamento rouba grande parte da energia da pessoa pelo stress que
causa.
Educação financeira, inteligência
financeira e depois sim, sucesso financeiro, são as etapas que todos devem
percorrer, com isso é possível adquirir sabedoria para planejar, pois o
dinheiro quando mal administrado tem o poder de aprisionar e fazer diversos
reféns, principalmente junto aqueles desorganizados, sem planejamento.
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