sexta-feira, 15 de junho de 2012

A importância da educação financeira


por Pedro Luis Bernado


A maioria das pessoas sempre reclama que gasta muito mais do que ganha, que sua conta bancária está sempre negativa e que dias depois de receber o salário não tem dinheiro para mais nada, além de não saber quando reunirá condições para solucionar essa questão.

Geralmente, pessoas que apresentam este quadro dificilmente conseguem atingir seus objetivos, como o de fazer uma boa economia para comprar um imóvel, um automóvel, ou para fazer uma simples viagem, ou até mesmo arcar com alguns compromissos tidos como despesas básicas (aluguel, luz, água, telefone etc.). Tudo causado pela dificuldade de administrar o dinheiro que recebe. Então, o que fazer? É o que todo mundo que fica no “vermelho” quer saber.

Para Elaine Toledo, consultora financeira pessoal e empresarial, é preciso fazer um planejamento, levantar as prioridades e assim cortar gastos supérfluos além de diminuir aqueles considerados rotineiros. “Feito isso, o resultado é uma sensível economia, algo que dá a impressão de que o dinheiro se multiplicou”, diz ela.

A especialista em finanças afirma que não aprendemos a lidar com dinheiro nem em casa, nem na escola. Para ela, lidamos com dinheiro intuitivamente e emocionalmente, fazemos contas mentais na maioria das vezes totalmente sem noção do efeito que pode ser gerado, tudo levado pela emoção e pelo desejo de obter prazer em curto prazo.

O principal fator que leva muita gente ao endividamento é a falta de educação financeira, algo que requer dedicação, paciência e, principalmente, organização. É fundamental que o ser humano saiba da importância e tenha capacidade de diminuir gastos. O processo de educação financeira, como todo processo educativo, tem bons resultados a partir de mudanças na forma de pensar e, consequentemente, na maneira de agir e fazer escolhas.

Uma vez adquirido tal conhecimento, Elaine Toledo aponta como próximo passo conquistar a inteligência financeira, ou seja, ter habilidade para agir evitando desperdícios e gastos desnecessários. “Agir com inteligência financeira é saber valorizar os recursos financeiros que temos, perguntando antes de qualquer gasto: realmente preciso disso?”, explica a consultora.

Então podemos entender a questão financeira como um processo que num primeiro estágio revela a importância de se educar, depois já em um nível mais avançado, é hora de aprimorar, ou seja, agir com inteligência para obtenção de êxito nas finanças. É fundamentado nisso que a especialista diz ser simples o processo de controle sobre as finanças, usando-as sempre a nosso favor. “O que quero dizer é que nenhum problema financeiro será resolvido definitivamente se não buscarmos a causa, é preciso perceber que problema financeiro é efeito e não causa. E para saber a causa é necessário perguntar: como cheguei a esse resultado?”, argumenta a consultora.  

O indivíduo endividado necessariamente tem de buscar a inteligência financeira tão recomendada pela especialista em finanças. Segundo ela, a pessoa que se encontra em dificuldade financeira tem de descobrir quais atitudes e escolhas foram feitas para se chegar a esta situação. “Hábitos de consumo e gestão dos recursos adquiridos. São esses pontos que necessitam de radical mudança, pois quando o foco é apenas correr atrás do dinheiro para pagar as dívidas, a tendência é uma reincidência no endividamento”, acrescenta.

Quando o assunto é endividamento, Elaine Toledo evidencia uma palavra: desorganização. Para ela as dívidas geram uma desorganização financeira que nada mais é do que um reflexo de uma desorganização da vida como um todo.

Por tudo isso o planejamento figura-se como base para uma boa educação e sucesso na vida financeira, pois o endividamento rouba grande parte da energia da pessoa pelo stress que causa. 

Educação financeira, inteligência financeira e depois sim, sucesso financeiro, são as etapas que todos devem percorrer, com isso é possível adquirir sabedoria para  planejar, pois o dinheiro quando mal administrado tem o poder de aprisionar e fazer diversos reféns, principalmente junto aqueles desorganizados, sem planejamento.   

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